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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Circo Eletrônico (2004/2011)


Eu na época do lançamento do
Circo Eletrônico (2004)


Que circo é esse?

Circo Eletrônico é a fábula da intemporalidade, uma reflexão sobre as relações e a memória. É uma reinvenção da mitologia, da ficção, da história. O espetáculo não conta simplesmente uma história, oferece os elementos para que cada um possa criar a sua. É uma provocação aos sentidos e à imaginação. Usa, de forma arrojada e original, as acrobacias aéreas e de solo, com a criação de novos equipamentos e a utilização inovadora de equipamentos tradicionais; troca os palhaços por bufões que dialogam com a trilha eletrônica composta especialmente para o trabalho.

Parece que foi ontem... Em 2004 o grande diretor de teatro gaúcho Dilmar Messias me convidou para compor temas eletrônicos e fazer a direção musical para um espetáculo de circo novo que ele estava montando. Um circo sem elefantes nem leões, mas repleto de artistas feras. Feras do teatro, acrobatas, contadores de histórias. Nascia assim a trilha do espetáculo Circo Eletrônico.

Convidamos meu grande amigo e DJ Duke Jay, conhecido por seu brilhante trabalho com a banda Bataclã para criar intervenções ao vivo utilizando suas pick-ups sobre as trilhas e texturas sonoras compostas por mim. O espetáculo foi sucesso de crítica e público, tendo sido apresentado em diversas capitais do país. A trilha sonora foi indicada a melhor trilha para teatro adulto no Prêmio Açorianos daquele ano.


DJ Duke Jay e o diretor Dilmar Messias
na pré-estréia do espetáculo em 2004.


Quem quiser reviver esse momento tem três oportunidades agora no mes de maio. E o melhor: de graça.

Quer ouvir dois temas exclusivos criados para o espetáculo?
Clique aqui e aqui e ouça!

E abaixo, vão dois vídeos com matérias sobre o lançamento desse projeto lá em 2004!





SERVIÇO
O que: espetáculo Circo Eletrônico - com o Circo Teatro Girassol
Quando: 26, 27 e 28/05/2011
Horário: 20h
Onde: Largo Zumbi dos Palmares - Cidade Baixa - Porto Alegre / RS
Quanto: free

Veja mais no site oficial do Circo Teatro Girassol clicando aqui.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Obra de Paludo exposta em São Paulo




A Erótika Fair é uma feira voltada ao mercado erótico que acontece em São Paulo. Em 2010, abre um espaço voltado para o fomento e a apreciação de manifestações culturais que visem à sexualidade humana em seus mais amplos braços, sem distinção de gênero, cultura e orientação sexual, abrigando obras nas disciplinas de Artes Visuais (pintura, desenho, escultura, gravuras, instalações, fotografia), Meios Audiovisuais (documentários, filmes , clipes), Design (ilustrações, diagramação, projetos de produtos, moda) e Performances (expressões que incluam dança, teatro, etc).

O espaço em questão se chama “Mostra Erótika Arte”. A iniciativa surge com o intuito de promover e incentivar a produção cultural que envolva novas linguagens e questionamentos artísticos do erótico e da diversidade sexual.

A convite da curadoria do evento, minha áudio-instalação lançada na Bienal B (em Porto Alegre) agora invade São Paulo.



SERVIÇO

O que: “Sexo, Máquinas e Rock’n’Roll”, áudio-instalação de Ticiano Paludo apresentada na Bienal B e ganhadora do Prêmio Nacional “O que é a música” do Itaú Cultural / Eletrocooperativa.

Quando: 09, 10, 11, 16, 17 e 18 de Abril de 2010

Onde: “Mostra Erótika Arte
Mart Center 6 e 7 (Rua Chico Pontes, 1500)
Vila Guilherme – São Paulo / SP

Observação: Censura (18 anos)

Maiores infos sobre a mostra,
clique aqui.

+ infos sobre a áudio-instalação, clique aqui.


Ouça uma amostra reduzida da áudio-instalação.


Quantcast

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

AVATAR




Quem me conhece sabe que sou extremamente exigente quando o assunto é cultura. Sou, também, bastante crítico com os produtos produzidos por Hollywood. Porém, não posso deixar passar em branco um acontecimento recente. AVATAR mexeu comigo de verdade. Não lembro se já havia ido ao cinema mais de uma vez para rever o mesmo filme. Já assisti AVATAR duas vezes e devo ir novamente no próximo fim de semana.

Como já comentei nos posts iniciais de 2010, o blog ficará, digamos, à deriva até fevereiro, pois estou envolvido de corpo e alma na finalização da minha dissertação de mestrado. No entanto, não poderia deixar de expressar minha admiração e encantamento com o filme. O grande pecado de Hollywood é sempre esquecer que efeitos especiais são um recurso narrativo e não o objetivo de se produzir um filme. AVATAR conseguiu utilizar com maestria a tecnologia, inovar dentro do possivel e apresentar uma obra recheada de intertextos, clichês atualizados e lição de moral renovada.


Eu já havia assistido a filmes 3D na Disney lá pelo início dos anos 90. Porém, o que AVATAR propõe é um novo patamar narrativo. Honestamente, sendo bem tiete, vai ser difícil encarar novos filmes em 2D (salvo os clássicos, que como o nome já diz, são clássicos). Titanic é como uma pantufa velha: na frente dos outros, todo mundo diz que é cafona, mas lá no fundo, acha gostoso. James Cameron havia me provocado uma catarse semelhante anteriormente. Mas em AVATAR ele superou todos os horizontes de expectativa. E devo confessar uma coisa: amo minha esposa Luciana, mas estou completamente apaixonado pela criatura aí abaixo...




A trilha sonora de James Horner é simplesmente impecável.

A estratégia de marketing digital adotada no lançamento também está primorosa. Passando pelos já batidos - mas eficientes - souveniers como Wallpapers, temos a trilha sonora (em formato físico e digital release) e um game que já estou louco para comprar, disponível para uma infinidade de plataformas, incluindo o iPhone.

Assista abaixo a alguns vídeos bem interessantes sobre a obra. Não tenho mais nada a comentar, não vou analisar nada. Precisa? Para mim, AVATAR é a prova de que embora seja complicado ser criativo atualmente, ainda existe vida pensante além dos bits que nos invadem diariamente.

Game para iPhone




Trailer




Vale a pena olhar:








domingo, 3 de janeiro de 2010

2009/2010 - Transição 2/2

ARRIGO e EU 2.0

Continuando de forma resumida os relatos dos últimos meses de 2009, ainda em São Paulo, acompanhado da minha querida amiga e publicitária Luciana Martins, fomos assistir a um show intimista do grande e admirável Arrigo Barnabé. O show rolou na excelente e aconchegante Casa de Francisca, pub paulistano que tem como proposta apresentar shows intimistas para um pequeno e seleto público. Acompanhado por Paulo Braga (piano) e Sérgio Espíndola (baixo e guitarra) - diga-se de passagem, músicos excepcionais, - Arrigo apresentou o espetáculo "Caixa de Ódio", no qual interpreta canções de Lupcínio Rodrigues.


Meu ponto de vista no espetáculo de Arrigo (SP)

Ao final do show, bati um rápido papo com Arrigo e para minha felicidade ele me convidou para produzirmos um novo trabalho em 2010. No ano passado, remixei a faixa "Diabo no Corpo". O que remixaremos dessa vez? Aguarde e confira aqui no blog (em breve).

Eu e Arrigo Barnabé em Sampa:
mais um trabalho engatilhado para 2010!




MAM 2009

Além de dar uma atualizada no visual na Galeria Ouro Fino, sempre que vou à Sampa procuro ir no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo - para ver o que está rolando... Abaixo algumas imagens da minha visita no final de 2009.


No MAM, e em todo lugar



Iluminação...


Eu e Luciana Martins no MAM...


Walls...


PAPER's

Está disponível na seção "Papers e Textos de Ticiano Paludo" aqui no blog - à sua direita - mais um paper para download. Trata-se do trabalho que apresentei na ABCiber 2009 intitulado "Transmúsica: narrativas transmidiáticas para música em movimento". Ainda sobre papers acadêmicos, apresentei o trabalho "Walter Benjamin Remixado: a aura musical na era da arte atual" dentro do GT Mídias Sonoras no X Seminário Internacional de Comunicação da PUCRS. Foi ótimo e em breve o texto deverá ser publicado na íntegra em um e-book e também na revista científica Sonora, da UNICAMP/SP.

O Imeem deu pau, e como os leitores devem ter percebido, meus streams de áudio foram pro beleléu. Estou tentando resolver o problema procurando um novo lar stream para colocar à disposição os álbuns que já existiam e outros novos. Por enquanto, quem quiser pode dar uma passada na minha página do Reverbnation e se divertir por lá.

Fechando o ano, uma imagem que muito me alegra. Eu, na festa de fim de ano da FAMECOS entre dois colegas que admiro e pelos quais tenho um carinho especial: Cristiane Finger e Ilton Teitelbaum (foto by iPhone pelo meu outro grande amigo e colega Eduardo Pellanda).


Ilton, Eu e Cris - família feliz! by Pellanda

Era isso. Bye 2009! Foi um bom ano, mas acredito que 2010 será melhor ainda.

Mais posts na sequência.



quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Curtindo a Vida Adoidado

Pois ontem, eu e minha amada esposa Luciana tiramos a tarde para um passeio cultural. Fomos visitar a mostra "Arte na França 1860 - 1960: O Realismo" em exposição no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e, depois, próximo dali, fomos no Santander Cultural para ver a exposição "Reflexio - Imagem Contemporânea na França".


MARGS - Porto Alegre / RS


Quem me conhece sabe que "sou um chato" e para que alguma obra artística me impressione, precisa se puxar muito. Fiquei emocionadíssimo ao me deparar com "Passeio ao Crepúsculo" de Van Gogh. Eu simplesmente amo o trabalho desse cara, acho genial. No entanto, embora passear com a Luciana (no crepúsculo ou em qualquer hora do dia) seja sempre um prazer, a exposição estava um lixo completo. Ainda que figurasse na lista de artistas gente como Miró e Tarsila do Amaral (sou fã de ambos), a escolha das obras (curadoria, o mesmo problema da Bienal do Mercosul, para citar um único exemplo) foi péssima. Resumindo, achei pouca coisa interessante (embora assinada por gente de peso, mas gente de peso não produz - isso faz parte da natureza humana - coisas genais 100% do tempo). Fora a chatice dos seguranças que ficavam o tempo inteiro importunando os "vandalos" que apenas queriam observar as obras: "Não ultrapasse a linha amarela", "Não ultrapasse a linha amarela", "Não ultrapasse a linha amarela", como se nós estivessemos grudados nas obras (isso, pois, as legendas das obras estavam confusas, mal redigidas e em corpo de leitura minúsculo, por isso estavamos nos aproximando).


Passeio ao Crepúsculo (Van Gogh)


Mas a falta de profissionalismo não terminou aí. A desorganização do MARGS merece uma medalha. Era solicitado que os visitantes doassem 1Kg de alimento para entrada. Nós doamos, embora não existisse controle algum sobre isso. O MARGS não sabe o que significa a palavra "sinalização". Assim, pessoas andavam tontas se batendo, sem saber qual direção seguir, se tinham visto isso ou aquilo, uma ciranda ridícula em meio ao labirinto do minotauro. Aconselho a direção do MARGS a conhecer o Itaú Cultural (em São Paulo) para aprender como de fato se organiza uma exposição. Isso sem falar no site, pobre de informações (não existe sequer a relação das obras expostas).



Santander Cultural - Porto Alegre / RS


O Santander Cultural - como de praxe - estava majestoso e organizado. Porém, só ele. A exposição é uma das coisas mais imbecis que vi nos últimos tempos. Conceitualmente fraca e enfadonha. Após visitarmos as "obras de arte" expostas lá, fomos ao famoso Café do Cofre, bistrô que se localiza no interior do Santander Cultural. Caro, mal atendido e ruim.
Ok, pareço um velho rabugento, não é? Desculpe se prezo pela qualidade, coisa que pouco encontrei nesse passeio. Mas, como disse, passar uma tarde ao lado da Luciana supera qualquer problema desses. E ter estado tão perto de um quadro original de Van Gogh valeu à pena.



Luciana e Eu (em outro lugar, pois lá no passeio
era proíbido fotos)


Aliás, tem um livro excelente sobre Van Gogh, que recomendo:


Clique na imagem para mais detalhes

E para fechar, aproveitando o tema "Uma noite no museu", vejam abaixo um passeio realizado por mim e por meu querido amigo Roberto Tietzmann na Bienal de São Paulo 2008 (passeio organizado e civilizado no qual, SIMMM, pode-se fotografar, filmar e o que mais se imaginar, afinal, estamos na era digital).